Quando usado conforme as orientações do produto, ele pode ser uma importante medida para ajudar a evitar picadas de insetos. A segurança depende do princípio ativo, da concentração, da idade de quem vai usar e da forma de aplicação.
No Brasil, essa proteção tem um motivo ainda mais concreto: o mosquito Aedes aegypti transmite dengue, Zika e chikungunya, e o repelente é uma das medidas individuais recomendadas para reduzir as picadas. A pergunta prática, portanto, não é se vale a pena usar, e sim qual produto usar em cada caso.
Repelente faz mal ou isso é mito?
Não é correto considerar todo repelente prejudicial. Para reduzir riscos, é importante respeitar a faixa etária, a quantidade e a frequência indicadas, além de evitar contato com olhos, boca, nariz e áreas lesionadas.
Em crianças, o responsável deve aplicar o produto e evitar colocá-lo nas mãos, já que elas podem levá-las aos olhos ou à boca.
Quais são os principais tipos de repelente?
Entre os princípios ativos encontrados em repelentes estão:
- DEET: um dos princípios ativos mais estudados e utilizados há décadas. A duração da proteção varia conforme a concentração e a formulação, e concentrações maiores tendem a oferecer proteção por mais tempo. No Brasil, não deve ser usado em menores de 2 anos, e entre 2 e 12 anos a recomendação é ficar em até 10%, com no máximo três aplicações por dia;
- Icaridina (picaridina): pode oferecer proteção prolongada, especialmente em concentrações mais altas, mas o tempo de proteção varia conforme a formulação e deve ser verificado no rótulo. A idade mínima de uso também depende do produto registrado e não deve ser definida apenas pelo princípio ativo;
- IR3535: também apresenta duração variável conforme a concentração e a formulação. Existem produtos à base de IR3535 indicados para lactentes, de acordo com a faixa etária especificada no rótulo.
Concentração, tempo de proteção e frequência de reaplicação variam de acordo com o produto, e dois produtos com o mesmo princípio ativo podem ter idades mínimas diferentes, porque mudam a concentração e a formulação. Por isso o rótulo do produto continua sendo a referência final.
Repelente para bebê e repelente infantil
A escolha de um repelente para bebê ou repelente infantil deve considerar idade, princípio ativo, concentração e frequência permitida.
Existem restrições diferentes conforme a faixa etária. Na prática, em lactentes pequenos devem ser priorizadas as medidas físicas de proteção, como mosquiteiro no berço e no carrinho e roupas que cubram braços e pernas.
A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda apenas barreiras físicas abaixo de 2 meses. A partir dessa idade, aceita o repelente somente em exposição intensa e inevitável, e sempre respeitando a idade que o rótulo autoriza. A partir dos 6 meses existem formulações de icaridina e IR3535 para essa faixa, com no máximo uma aplicação por dia.
O DEET, no Brasil, não deve ser usado em menores de 2 anos. Por isso, não se deve assumir que qualquer repelente serve para todas as crianças. Confira sempre a indicação no rótulo antes de aplicar.
Repelente na gravidez pode?
Pode. Não há contraindicação ao uso de repelentes por gestantes, e a proteção contra picadas é considerada prioritária nesse grupo, porque a infecção por zika durante a gravidez pode afetar o desenvolvimento do bebê. Valem as mesmas regras de aplicação: seguir a concentração e a frequência do rótulo e evitar mucosas e pele lesionada.
Como escolher o melhor repelente para cada situação?
Observe:
- Quem vai usar o produto;
- Princípio ativo e concentração;
- Faixa etária indicada;
- Tempo de proteção;
- Modo e frequência de aplicação;
- Situação de exposição aos insetos.
Na prática, o critério que mais pesa é o tempo que você vai passar exposto. Para um dia inteiro fora de casa, produtos com maior duração de proteção podem reduzir o número de reaplicações. Para uso curto, qualquer das três opções liberadas para a idade pode ser adequada, desde que o tempo de proteção indicado no rótulo seja compatível com o período de exposição.
E, se for usar protetor solar junto, aplique primeiro o protetor, espere cerca de 15 minutos e só então passe o repelente: estudos indicam que a associação entre protetor solar e DEET pode aumentar a absorção cutânea do repelente e reduzir a eficácia fotoprotetora de algumas formulações.
Evite também os produtos que combinam as duas funções em um só frasco, porque cada um tem intervalo de reaplicação diferente.
Depois de identificar o tipo adequado às suas necessidades, você pode pesquisar opções e comparar preços de repelentes no CliqueFarma.
Repelente funciona mesmo?
Sim. Repelentes adequados podem ajudar a prevenir picadas quando utilizados corretamente. A proteção pode ser combinada com roupas que cubram a pele, telas, mosquiteiros e eliminação de focos de mosquitos.
Vale saber quando procurar atendimento: se você tiver febre em época de dengue, procure um serviço de saúde em vez de esperar passar. Dor abdominal intensa, vômitos que não param, sangramento de gengiva ou nariz, tontura ao levantar e queda importante da disposição são sinais de alarme da dengue e pedem avaliação imediata.
FAQ
Repelente faz mal para a saúde?
O risco depende do produto e do uso. Respeite idade, quantidade, frequência e instruções do rótulo.
Repelente de tomada funciona mesmo?
Repelentes elétricos de ambiente podem ajudar a afastar mosquitos e devem ser usados conforme as orientações do fabricante, como complemento e não como substituto do repelente de pele e das demais medidas de proteção.
Este conteúdo foi gerado por inteligência artificial com a supervisão e revisão de humanos a partir da base de artigos do Whitebook, de acordo com as diretrizes de uso de inteligência artificial da Afya.

