Linfoma de Hodgkin: o que é, sintomas, causas e tratamento

Médico em consulta conversando com paciente e apontando informações em um prontuário, representando o diagnóstico, orientação e tratamento do Linfoma de Hodgkin.
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Falar sobre o Linfoma de Hodgkin é essencial para aumentar a conscientização sobre uma doença que, apesar de rara, tem altas chances de cura, especialmente quando é diagnosticada precocemente. Entender seus sintomas, causas e formas de tratamento é o primeiro passo para buscar ajuda médica e ter um bom prognóstico. 

O que é o Linfoma de Hodgkin?

O linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, parte do sistema imunológico responsável por defender o corpo contra infecções. Ele se caracteriza pela presença de células anormais chamadas células de Reed- Sternberg, que se multiplicam de forma descontrolada nos linfonodos (gânglios linfáticos). 

Existem dois grandes grupos da doença: 

  • Linfoma de Hodgkin clássico (cerca de 90% dos casos), com subtipos como esclerose nodular, celularidade mista, rico em linfócitos e depleção linfocitária;
  • Linfoma de Hodgkin com predomínio linfocitário, mais raro e de evolução mais lenta.

Linfoma de Hodgkin: sintomas mais comuns

Os sintomas costumam surgir de forma lenta e podem ser confundidos com infecções simples. Os sinais de alerta incluem: 

  • Aumento indolor dos linfonodos (geralmente no pescoço, axilas ou virilha);
  • Febre persistente sem causa aparente;
  • Suores noturnos intensos;
  • Perda de peso inexplicável;
  • Coceira generalizada e fadiga constante.

Quando esses sintomas persistem por semanas, é fundamental procurar um médico para investigação.

O que causa o Linfoma de Hodgkin?

As causas exatas ainda não são totalmente conhecidas, mas há fatores de risco associados, como: 

  • Infecção prévia pelo vírus Epstein-Barr (EBV), responsável pela mononucleose;
  • Histórico familiar da doença;
  • Imunodeficiência (como HIV);
  • Doenças autoimunes;
  • Exposição a agentes ambientais específicos, como fumaça do cigarro.

Vale lembrar que ter um ou mais desses fatores não significa que a pessoa terá o linfoma, apenas aumenta o risco. 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico envolve uma combinação de exames clínicos, laboratoriais e de imagem. O principal passo é a biópsia de um linfonodo aumentado, onde o tecido é analisado em laboratório. A presença das células de Reed-Sternberg confirma o diagnóstico. 

Exames complementares, como tomografia e PET-Scan, ajudam a definir o estadiamento, ou seja, o quanto a doença se espalhou pelo corpo. Esse processo orienta a escolha do tratamento. 

Tratamento do Linfoma de Hodgkin

O tratamento depende do estágio da doença, da idade e das condições gerais do paciente. As principais abordagens incluem: 

  • Quimioterapia: base do tratamento, com diferentes combinações de medicamentos;
  • Radioterapia: usada em alguns casos para áreas específicas;
  • Imunoterapia e terapia-alvo: opções mais recentes para casos resistentes ou recidivados;
  • Transplante de medula óssea: indicado em situações específicas.

A maioria dos pacientes apresenta excelente resposta ao tratamento, com taxas de cura superiores a 80%.

Linfoma de Hodgkin tem cura? Qual o tempo de vida?

Sim, o linfoma de Hodgkin tem cura na maior parte dos casos. O prognóstico depende do estágio da doença e da resposta ao tratamento, mas, em geral, o tempo de vida após o diagnóstico é longo, e muitos pacientes levam uma vida normal após a remissão. 

O acompanhamento médico contínuo é fundamental para monitorar a recuperação e detectar precocemente possíveis recaídas. 

Larissa Wermelinger: Médica formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Clínica médica pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Atualmente médica do serviço de Clínica Médica no Hospital Universitário Antônio Pedro.