Como evitar candidíase de repetição pós-praia/piscina

Biquíni rosa pendurado para secar ao ar livre, ilustrando cuidados simples após praia ou piscina para prevenir candidíase de repetição.

Como evitar candidíase de repetição pós-praia/piscina

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A coceira aparece, o incômodo aumenta e, quando você percebe, a candidíase voltou, justamente depois de um dia de praia ou piscina. Esse cenário é mais comum do que parece. Estimativas presentes em publicações científicas indicam que entre 70% e 75% das mulheres terão candidíase vaginal pelo menos uma vez ao longo da vida. 

Dentre elas, cerca de 5% a 8% desenvolvem quadros de repetição, com vários episódios ao longo do ano. No atendimento de saúde, considera-se candidíase de repetição quando ocorrem quatro ou mais episódios em um período de 12 meses. 

No Brasil, isso significa que muitas mulheres convivem com um problema frequente, que interfere no bem-estar, na vida sexual e na autoestima. Durante o verão, esse risco tende a aumentar, já que o calor e a umidade favorecem o aparecimento dos sintomas. 

Por que praia e piscina favorecem novas crises?

A candidíase vaginal acontece quando um fungo que pode viver naturalmente na região íntima encontra condições ideais para se multiplicar. Calor, umidade e pouca ventilação criam um ambiente favorável para esse crescimento excessivo. 

Na prática, o cenário mais comum envolve biquíni ou maiô molhado por várias horas, contato com areia, roupas apertadas por cima do traje de banho e pouco arejamento da região íntima. Esse conjunto pode irritar a pele e facilitar o desequilíbrio local, especialmente em quem já tem histórico de candidíase recorrente. 

É importante lembrar que sintomas como coceira, ardor e corrimento não são exclusivos da candidíase e podem ter outras causas. Por isso, a avaliação médica é essencial para confirmar o diagnóstico e orientar a melhor conduta. 

Candidíase de repetição: cuidados imediatos ao sair da água

Algumas atitudes simples logo após sair do mar ou da piscina ajudam a reduzir o risco de novas crises. A principal delas é não permanecer com o traje molhado por muito tempo. 

  • Troque o biquíni ou maiô molhado assim que possível;
  • Seque bem a região íntima com uma toalha limpa, sem esfregar com força;
  • Evite colocar roupas muito justas, como jeans apertado, por cima do traje de banho;
  • Se passar o dia fora, leve uma calcinha extra e uma saída de praia seca na bolsa.

Esses cuidados reduzem o tempo de umidade em contato com a pele, um fator importante para quem sofre com candidíase de repetição. 

Escolha das roupas no dia a dia

Fora da praia e da piscina, o tipo de roupa também influencia a saúde íntima. O objetivo é manter a região mais ventilada e menos abafada. 

  • Prefira calcinhas de algodão no dia a dia;
  • Evite permanecer muitas horas com roupas suadas, como após a academia;
  • Sempre que se sentir confortável, dormir sem calcinha pode ajudar na ventilação local;
  • Evite o uso contínuo de absorventes diários, pois eles podem reter umidade.

Essas escolhas não substituem o acompanhamento médico, mas ajudam a diminuir fatores que favorecem a repetição da candidíase. 

Candidíase: higiene íntima sem excessos

Ao tentar evitar crises, muitas pessoas exageram na higiene íntima, o que pode ter o efeito contrário. A região genital possui um equilíbrio próprio que deve ser preservado. 

  • Lave apenas a parte externa (vulva), usando água e, se necessário, um sabonete suave e sem perfume;
  • Evite duchas internas, que podem alterar a proteção natural da região;
  • Não utilize produtos perfumados, como sprays ou lenços íntimos, pois eles podem causar irritação.

Quando a pele já está sensibilizada, produtos agressivos aumentam o risco de desconforto e confundem os sintomas. 

Quando é hora de investigar?

Quando a candidíase aparece repetidamente, é importante olhar além dos fatores externos. Quadros recorrentes podem estar associados a condições como diabetes mal controlado, uso frequente de antibióticos e corticoides ou redução da imunidade.

Procure um profissional de saúde se você apresenta os sintomas de candidíase. Evite a automedicação. 

Nas situações a seguir, a avaliação é mais importante ainda: 

  • ocorrência de quatro ou mais episódios em um ano;
  • sintomas intensos, dor importante ou fissuras;
  • gravidez;
  • convivência com alguma doença crônica;
  • já ter tentado tratar por conta própria e os sintomas retornarem rapidamente.

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 Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica. Em caso de sintomas, procure um profissional de saúde.

Carolina Caldas: Médica formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e Médica de Família e Comunidade pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).  CRM 520107347-8