O PMMA é um material utilizado na área da saúde há décadas, mas ganhou notoriedade principalmente por seu uso em procedimentos estéticos. Diante dos riscos associados à substância, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou uma resolução que restringe seu uso por médicos em todo o país e solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a proibição do PMMA para fins estéticos.
Segundo o CFM, a única exceção será para pacientes com HIV/aids que apresentam lipodistrofia, alteração na distribuição de gordura corporal causada pela doença ou pelo tratamento. Nesses casos, o procedimento só poderá ser realizado em unidades especializadas do Sistema Único de Saúde (SUS).
A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) apoiou a decisão. Em nota, a entidade lamentou mais uma morte relacionada ao uso do PMMA em procedimentos estéticos e reforçou que é contra a utilização da substância para fins de beleza.
PMMA: o que é?
PMMA é a sigla para polimetilmetacrilato, uma substância sintética usada como preenchimento permanente. Diferentemente dos preenchedores absorvíveis, que o corpo reabsorve com o tempo, o PMMA tende a permanecer no organismo por longos períodos.
Para que o PMMA foi desenvolvido?
O PMMA tem aplicações médicas e reparadoras bem específicas. Utilizado há muitos anos na medicina, o polimetilmetacrilato pode funcionar como uma espécie de “cimento” para auxiliar na fixação de ossos em cirurgias ortopédicas, ser empregado na reconstrução de partes do crânio e, em casos selecionados, ajudar na correção de alterações no contorno facial. Ou seja, não é um produto criado exclusivamente para fins estéticos.
Como o PMMA passou a ser utilizado em procedimentos estéticos?
Com o tempo, o material ganhou espaço em propostas de harmonização corporal, correção de volume e contorno.
A popularização ocorreu, em parte, pela promessa de resultado duradouro e pela busca de alternativas a cirurgias mais invasivas. Mas permanência não é sinônimo de segurança.
PMMA é seguro? Entenda os riscos
A resposta depende da indicação, da avaliação médica e do contexto clínico. Entre os principais riscos discutidos nesse tipo de procedimento estão:
- Inflamações;
- Infecções;
- Nódulos ou granulomas;
- Assimetrias;
- Complicações tardias, que podem surgir até anos após a aplicação.
Quais foram os motivos das restrições de uso?
As restrições estão relacionadas ao aumento dos relatos de complicações, ao uso do PMMA fora das indicações previstas e à necessidade de maior controle sobre quando, como e por quem o produto é aplicado. Também é importante destacar que muitos dos casos graves relatados envolvem procedimentos clandestinos, realizados por pessoas sem formação médica e, frequentemente, com substâncias de origem desconhecida ou irregular, equivocadamente associadas ao PMMA.
FAQ
O que é PMMA e para que ele serve?
É o polimetilmetacrilato, um preenchimento permanente com aplicações médicas e reparadoras específicas, além de uso estético em alguns contextos.
É possível remover o PMMA do organismo?
A remoção do PMMA pode ser difícil e, na maioria dos casos, exige cirurgia. Como se trata de um material permanente que se integra aos tecidos, nem sempre é possível retirar todo o produto aplicado.
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