Tudo sobre a pílula do dia seguinte: como e quando tomar

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Mulher segurando cartela com comprimido na mão, ilustrando o uso do contraceptivo de emergência e os cuidados com a saúde reprodutiva.
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A pílula do dia seguinte é um método de contracepção de emergência utilizado para reduzir o risco de gravidez após uma relação sexual desprotegida ou em casos de falha do método anticoncepcional, como rompimento do preservativo. 

Apesar de ser bastante conhecida, ainda existem muitas dúvidas sobre como funciona, quando tomar e quais cuidados são necessários. 

O que é a pílula do dia seguinte? 

A pílula do dia seguinte é um contraceptivo de emergência indicado para situações específicas. Ela não deve substituir os métodos anticoncepcionais de uso regular. 

O medicamento mais utilizado contém levonorgestrel, um hormônio que ajuda a evitar a gravidez quando usado corretamente e dentro do prazo recomendado. Outra opção, atualmente disponível apenas em farmácias de manipulação, é o acetato de ulipristal. Esse medicamento pode ser utilizado em até 120 horas (5 dias) após a relação sexual desprotegida. A escolha do método mais adequado deve ser feita com a orientação de um profissional de saúde. 

Como ela funciona? 

O medicamento age principalmente impedindo ou atrasando a ovulação. Em alguns casos, também pode atuar sobre o muco cervical, dificultando a passagem dos espermatozoides. 

Ela não interrompe uma gravidez já existente e não é considerada um método abortivo. 

A eficácia tende a ser maior quando a medicação é tomada nas primeiras 24 horas após a relação sexual desprotegida. 

Como tomar corretamente? 

A orientação geral é tomar a pílula o mais rápido possível após a relação sexual desprotegida. O levonorgestrel pode ser utilizado em até 72 horas após a relação. Já as opções com acetato de ulipristal podem ser usadas em até 120 horas (5 dias) e tendem a ser mais eficazes do que o levonorgestrel quando o intervalo após a relação está entre 72 e 120 horas. 

Alguns cuidados importantes incluem: 

  • Seguir corretamente as orientações da bula;  
  • Não usar como método anticoncepcional frequente;  
  • Repetir a dose caso ocorra vômito dentro de 2 horas após o uso;  
  • Procurar orientação médica em caso de dúvidas. 
     

Vale destacar que mulheres com peso acima de 75 kg ou índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m² podem apresentar menor eficácia com o uso do levonorgestrel. Nesses casos, o acetato de ulipristal pode ser uma alternativa mais eficaz. Para escolher a opção mais adequada, é importante buscar orientação de um profissional de saúde. 

Se houver necessidade de comparar preços de medicamentos, o Comparador de Preços da CliqueFarma pode ajudar a encontrar opções disponíveis em farmácias. 

Pílula do dia seguinte faz mal? 

Em geral, o uso ocasional é considerado seguro, mas podem ocorrer efeitos colaterais temporários, como: 

  • Náuseas;  
  • Dor de cabeça;  
  • Tontura;  
  • Dor ou cólica abdominal; 
  • Alterações menstruais;  
  • Sensibilidade nas mamas. 
     

O uso frequente não é recomendado, já que possui doses hormonais elevadas e menor eficácia do que métodos contraceptivos regulares. 

Qual a melhor pílula do dia seguinte? 

Existem diferentes formulações disponíveis no mercado. A escolha pode variar conforme orientação médica, tempo após a relação sexual e condições de saúde da paciente. 

FAQ 

A pílula do dia seguinte funciona depois de quantos dias? 

Ela é mais eficaz quando utilizada nas primeiras 24 horas após a relação desprotegida. O levonorgestrel pode ser usado em até 72 horas, enquanto as formulações com acetato de ulipristal podem ser utilizadas em até 120 horas (5 dias) após a relação sexual desprotegida. 

Posso tomar pílula do dia seguinte mais de uma vez? 

O uso repetido não é recomendado. O ideal é conversar com um profissional sobre métodos contraceptivos regulares. 

A pílula do dia seguinte atrasa a menstruação? 

Sim. Alterações no ciclo menstrual podem acontecer, incluindo atraso ou adiantamento da menstruação. 

A pílula do dia seguinte protege contra ISTs? 

Não. O medicamento não protege contra infecções sexualmente transmissíveis. O preservativo continua sendo essencial.

Referências bibliográficas

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Este conteúdo foi gerado por inteligência artificial com a supervisão e revisão de humanos a partir da base de artigos do Whitebook, de acordo com as diretrizes de uso de inteligência artificial da Afya.

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