Antialérgico dá sono mesmo? Entenda os efeitos no corpo

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Homem com expressão de sonolência e olhos fechados, segurando a cabeça, ilustrando o efeito de sono causado por antialérgico no organismo.
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Se você já tomou um antialérgico e sentiu sono, saiba que isso é mais comum do que parece. Mas será que todo remédio de alergia causa esse efeito? Entender como esses medicamentos funcionam ajuda a usar com mais segurança e consciência. 

O que é antialérgico? 

Os antialérgicos, também chamados de anti-histamínicos, são medicamentos usados para aliviar sintomas de alergias, como coriza, espirros, coceira e urticária. 

Eles atuam bloqueando os receptores H1 da histamina, substância produzida pelo corpo durante reações alérgicas. 

Antialérgico dá sono? 

Sim, alguns antialérgicos podem causar sono, mas isso depende do tipo. 

Os chamados anti-histamínicos de primeira geração atravessam o sistema nervoso central e têm efeito sedativo. Por isso, podem provocar sonolência, diminuição da atenção e até sensação de cansaço. 

Já os de segunda geração foram desenvolvidos para reduzir esse efeito. Eles têm menor ação no cérebro e, por isso, costumam causar menos sono. 

Em geral, hoje há preferência pelos mais modernos, pois eles costumam ser mais seguros e têm menor probabilidade de causar efeitos no sistema nervoso central. No entanto, é importante destacar que, mesmo entre os de segunda geração, alguns medicamentos, como a cetirizina, ainda podem provocar sonolência em determinadas pessoas ou quando utilizados em doses mais altas. 

Tipos de antialérgicos 

De forma simples, os antialérgicos podem ser divididos em: 

Primeira geração 

  • Podem causar sono com frequência; 
  • Têm mais efeitos colaterais; 
  • Uso mais limitado atualmente.

Segunda (e terceira) geração 

  • Menor risco de sonolência; 
  • Mais seguros para o dia a dia; 
  • Preferidos na maioria dos casos. 

Aqui é importante entender que o termo ‘terceira geração’ não é usado da mesma forma por todos os profissionais de saúde. Medicamentos como desloratadina, levocetirizina e fexofenadina às vezes são chamados assim, mas, na prática, são apenas versões modificadas de anti-histamínicos de segunda geração. 

Essa diferença acontece porque os medicamentos mais novos têm menor ação no sistema nervoso central. 

Efeitos colaterais 

Além da sonolência, os antialérgicos, principalmente os mais antigos, podem causar outros efeitos colaterais. Isso acontece porque esses medicamentos também bloqueiam a acetilcolina, uma substância que funciona como um “mensageiro” no sistema nervoso e ajuda a controlar várias funções do corpo, como a produção de saliva, a digestão, os batimentos do coração e os movimentos dos músculos. Como resultado, podem surgir: 

  • Boca seca; 
  • Tontura; 
  • Dificuldade de concentração;  
  • Redução do estado de alerta; 
  • Retenção urinária; 
  • Visão turva. 

Por isso, é importante ter atenção ao usar esses medicamentos, principalmente antes de dirigir ou realizar atividades que exigem foco. 

Cuidados ao usar antialérgicos 

Mesmo sendo comuns, os antialérgicos exigem alguns cuidados: 

  • Evite automedicação; 
  • Leia sempre a bula; 
  • Observe como seu corpo reage;  
  • Em caso de dúvidas, procure orientação profissional.  

Se você precisa de avaliação médica, pode buscar ajuda de forma prática pelo Agendar Consulta, que facilita o acesso a profissionais de saúde. 

FAQ 

Todo antialérgico dá sono? 

Não. Os medicamentos mais antigos costumam provocar sonolência, enquanto os mais recentes apresentam esse efeito com menor intensidade.

Por que alguns antialérgicos dão sono? 

Porque conseguem atingir o cérebro e têm ação sedativa. 

Posso tomar antialérgico e dirigir? 

Esse ponto merece atenção especial: os anti-histamínicos de primeira geração devem ser evitados antes de dirigir, pois podem prejudicar os reflexos e a capacidade de concentração, mesmo quando a pessoa não sente sono. Já os de segunda geração, em geral, são mais seguros nesse sentido, mas ainda assim é importante observar como cada pessoa reage e consultar a bula do medicamento. 

Qual é o mais seguro? 

Os de segunda geração são geralmente mais seguros, em termos de sedação e efeitos sobre o sistema nervoso central, mas a escolha deve ser individualizada. 

Referências bibliográficas

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WHITEBOOK. Prurigo estrófulo: uso de anti-histamínicos de gerações mais recentes. In: WHITEBOOK Clinical Decision. [S.l.]: PEBMED, [s.d.]. Disponível em: https://whitebook.pebmed.com.br. Acesso em: 29 abr. 2026. 

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Este conteúdo foi gerado por inteligência artificial com a supervisão e revisão de humanos a partir da base de artigos do Whitebook, de acordo com as diretrizes de uso de inteligência artificial da Afya. 

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