Esquistossomose: o que é a “barriga d’água” e por que ela preocupa?

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Esquistossomose: Foto gerada com inteligência artificial mostrando órgãos do abdômen
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A esquistossomose (popularmente chamada de “barriga d’água”) é uma infecção causada por um verme microscópico que vive parte do ciclo na água doce e parte dentro do corpo humano. No Brasil, ela está ligada principalmente ao contato com rios, lagoas, açudes e represas onde existam caramujos que participam do ciclo de vida desse verme.

O apelido “barriga d’água” aparece porque, em casos mais avançados, a doença pode causar aumento do fígado e do baço e acúmulo de líquido no abdômen, deixando a barriga inchada. Isso não acontece da noite para o dia — geralmente é resultado de infecção não tratada por muito tempo.

Esquistossomose: como acontece o contágio (e por que o verão aumenta o risco)?

A esquistossomose não passa de pessoa para pessoa como gripe. O contágio costuma acontecer assim, de forma simples:

  1. Fezes de uma pessoa infectada chegam à água (o que é mais comum onde não há coleta e tratamento de esgoto).
  2. O parasita se desenvolve e, em certo momento, infecta caramujos específicos.
  3. Esses caramujos liberam formas muito pequenas do parasita na água, capazes de penetrar na pele de quem entra no local — mesmo sem feridas visíveis.

No verão, aumenta a chance de contato porque muita gente busca água doce para se refrescar, viaja para áreas rurais, faz trilhas e entra em córregos e cachoeiras. A regra é clara: água transparente não significa água segura.

Sintomas mais comuns e sinais de alerta

A esquistossomose pode começar sem sintomas. Quando aparecem, eles variam conforme o tempo de infecção e a quantidade de parasitas.

Nos primeiros dias ou semanas, algumas pessoas podem ter:

  • coceira na pele após entrar na água (tipo “alergia”);
  • febre, mal-estar, dor de cabeça;
  • tosse seca;
  • dor na barriga, diarreia.

Com o passar dos meses, o intestino e o fígado podem sofrer mais, e podem surgir:

  • dor abdominal frequente;
  • diarreia que vai e volta, às vezes com sangue;
  • cansaço, perda de apetite, emagrecimento.

Sinais de alerta (procure atendimento rapidamente):

  • barriga inchada e endurecida, com sensação de “peso”;
  • vômitos com sangue ou fezes muito escuras;
  • pele e olhos amarelados;
  • fraqueza intensa e desmaios.

Esquistossomose: diagnóstico e como pedir ajuda

Se você entrou em água doce de risco e, dias depois, passou a ter sintomas, não é para “esperar melhorar”. Procure um médico e conte exatamente onde esteve e quando.

O diagnóstico costuma envolver exame de fezes (para procurar sinais do parasita). Em alguns casos, o profissional pode pedir exames de sangue e avaliação do fígado, principalmente se houver sinais de doença mais avançada. Em áreas endêmicas, a vigilância em saúde usa sistemas de monitoramento e busca ativa para identificar e tratar casos.

Importante: evite automedicação. Tomar remédio por conta própria pode atrasar o diagnóstico correto e a avaliação de possíveis complicações.

Tratamento, cura e acompanhamento da esquistossomose

A esquistossomose tem tratamento e, quando identificada cedo, as chances de cura são altas. O medicamento mais usado é o praziquantel, indicado por profissional de saúde na dose e no esquema corretos. Mesmo depois de tratar, pode ser necessário repetir exames para confirmar que a infecção foi resolvida e avaliar se há danos que precisem de acompanhamento.

Nos casos avançados (como “barriga d’água”, sangramentos e problemas no fígado), o tratamento pode envolver não só o remédio contra o parasita, mas também controle das complicações, às vezes com avaliação especializada.

Prevenção prática para o dia a dia (especialmente no verão)

A prevenção da doença é, ao mesmo tempo, individual e coletiva:

O que você pode fazer agora?

  • Evite nadar, pescar ou atravessar águas doces paradas ou de locais sem saneamento.
  • Em viagens, prefira locais com orientação sanitária e infraestrutura.
  • Se precisar entrar em água doce por trabalho, use proteção (botas, luvas, waders) quando possível.

O que protege a comunidade?

  • Coleta e tratamento de esgoto e água.
  • Ações de vigilância, controle e tratamento em áreas de risco.

E um recado direto: se uma região é conhecida por casos, o risco não é “místico” nem “azar” — ele é previsível e pode ser reduzido com informação, cuidado e políticas de saneamento.

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⚠️ Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica. Em caso de sintomas, procure um profissional de saúde.

Referências bibliográficas

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico: Situação epidemiológica da esquistossomose mansoni no Brasil, 2010 a 2022. Boletim Epidemiológico, Brasília, v. 53, n. 43, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/edicoes/2022/boletim-epidemiologico-vol-53-no43. Acesso em: 19 jan. 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Esquistossomose. Brasília: Ministério da Saúde, [s.d.]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/e/esquistossomose. Acesso em: 19 jan. 2026.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Schistosomiasis (Fact sheet). Geneva: WHO, 2023. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/schistosomiasis. Acesso em: 19 jan. 2026.

Este conteúdo foi gerado por inteligência artificial com a supervisão e revisão de humanos a partir da base de artigos do Whitebook, de acordo com as diretrizes de uso de inteligência artificial da Afya. Para mais detalhes consulte nosso Atendimento ao cliente.

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