Bronzeamento artificial: quais são os riscos?

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Bronzeamento artificial: imagem de Freepik.
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A busca por uma pele bronzeada levou muitas pessoas, ao longo dos anos, a recorrerem ao bronzeamento artificial como uma alternativa rápida ao sol. No entanto, o que pode parecer apenas uma escolha estética representa sérios riscos à saúde.

O bronzeamento artificial utiliza equipamentos que emitem radiação ultravioleta (UV), principalmente do tipo UVA, capaz de penetrar profundamente na pele. Essa radiação provoca alterações no DNA das células, favorecendo a diversas alterações e riscos para a saúde.

Diante das alterações que podem ser causadas à pele, desde 2009, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe o uso de equipamentos de bronzeamento artificial com fins estéticos. A decisão baseia-se em evidências científicas que demonstram não existir nível seguro de exposição à radiação ultravioleta artificial.

Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica esse tipo de radiação como cancerígena para humanos, reforçando os riscos associados à prática.

Os principais riscos do bronzeamento artificial são:

  • Câncer de pele;
  • Envelhecimento precoce;
  • Queimaduras e lesões cutâneas;
  • Comprometimento da saúde ocular.

Para quem deseja uma aparência bronzeada sem comprometer a saúde, os autobronzeadores são considerados a opção mais segura. Esses produtos atuam apenas na camada superficial da pele, sem causar danos celulares. Ainda assim, o uso diário de protetor solar continua sendo indispensável.

Por fim, é fundamental reforçar que a valorização da saúde da pele deve estar acima de padrões estéticos temporários. A prevenção, a informação de qualidade e a adoção de hábitos seguros são as melhores formas de preservar a saúde a longo prazo e reduzir os riscos associados à exposição inadequada à radiação ultravioleta.

Referências bibliográficas

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Resolução RDC nº 56, de 6 de novembro de 2009. Proíbe o uso de equipamentos emissores de radiação ultravioleta para bronzeamento estético. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 9 nov. 2009. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br. Acesso em: 29 dez. 2025.

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). Bronzeamento artificial e câncer de pele. Rio de Janeiro: INCA, 2023. Disponível em: https://www.inca.gov.br/bronzeamento-artificial. Acesso em: 29 dez. 2025.

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